A Ford encomendou uma pesquisa ao Spotify e à Universidade de Nova York para saber como ouvir música no carro afeta o humor do motorista e fez algumas descobertas surpreendentes. Uma delas é que temas tristes ou melancólicos, como “Back to Black”, de Amy Winehouse, “Sorry”, de Justin Bieber, ou “The Winner Takes it All”, do Abba, podem ajudar a começar o dia com uma carga de energia que dura até duas horas.

O que essas músicas têm em comum é a combinação de uma batida rítmica forte com uma sensação melancólica que, segundo a pesquisa, muitas pessoas preferem ao dirigir – ouça a lista aqui. O estudo faz parte do trabalho da Ford para aprimorar a experiência sonora dentro dos veículos, com a evolução de vários aspectos técnicos. O Novo EcoSport, o utilitário esportivo com melhor conforto acústico da categoria, é um exemplo desses avanços.

Para filtrar ruídos indesejados na cabine o EcoSport traz refinamentos na estrutura da carroceria, na suspensão e no isolamento acústico, com para-brisa acústico, estrutura de portas reforçada, defletores aerodinâmicos e materiais absorsivos no capô e nas portas. A partir dessa base a engenharia da Ford desenvolveu um sistema de som avançado, integrado à central multimídia SYNC, que extrai a máxima qualidade sonora do habitáculo em versões com seis, sete ou nove alto-falantes.

A versão Titanium, topo de linha, vem com o Premium Sound System da Sony, de alta fidelidade, com nove alto-falantes – dois woofers de 6,5” nas portas dianteiras, dois coaxiais (woofer e tweeter) nas portas traseiras, dois tweeters nas laterais do painel e um mid-range no centro.

“Sabemos a importância de ter um ambiente acústico de qualidade dentro do veículo, seja para ouvir música, conversar, usar os comandos de voz do sistema SYNC ou simplesmente aproveitar o silêncio”, diz Jayarama Santana, supervisor de Sistemas de Áudio e Multimídia da Ford. “Por isso todas as versões do EcoSport têm uma qualidade sonora acima da média. Além disso, fizemos uma equalização especial para o sistema Hi-Fi (de alta fidelidade) da Sony, que traz uma resposta espetacular realçando os sons de alta e baixa frequência.”

Energia e valência

No estudo patrocinado pela Ford, os cientistas identificaram duas características-chave da música que influenciam o humor: a “energia”, batida e tempo do som; e a “valência”, sua profundidade, emoção e sentimento. Juntos, esses elementos podem servir como um tônico para animar até a viagem mais monótona.

Na pesquisa, motoristas de vários países da Europa ouviram listas de músicas selecionadas com diferentes combinações de “energia” e “valência”. O seu humor foi conferido por meio de questionários respondidos imediatamente antes, imediatamente depois e em intervalos de uma hora depois de dirigir de manhã.

As trilhas com uma batida energética e alegre, com “alta valência”, funcionaram bem, mas as trilhas tristes, usando a escala menor de notas musicais, com “baixa valência”, mostraram a mesma popularidade.

“Em toda a pesquisa, músicas com um alto nível de energia deixaram nossos testadores empolgados para enfrentar o dia”, diz Amy Belfi, neurocientista cognitiva da Universidade de Nova York, especialista em efeitos da música no cérebro. “Mais intrigante é que, longe de ter de ser alegres, as músicas mais propensas a ter um efeito positivo também podem ser reflexivas e melancólicas. Ou seja, as músicas ‘tristes’ podem realmente nos fazer sentir bem sobre nós mesmos. Elas podem nos lembrar, por exemplo, de experiências difíceis que superamos e com as quais aprendemos.”

“Nesse experimento, focamos em como a ‘energia’ e ‘valência’  da música podem afetar o humor ao longo do dia”, completa Koppel Verma, do Spotify, que assessorou o projeto. “Esse estudo mostrou que não são só músicas pop felizes e energéticas que funcionam de manhã. Quando analisamos as listas de reprodução de motoristas, descobrimos que muitas tinham um número alto de músicas melancólicas. Pesquisas anteriores já mostraram que a viagem da manhã é um período importante e agora podemos usar nossos dados para ajudar o motorista a preparar seu humor para o resto do dia.”