Desde o dia 29 de Outubro, passou a valor a obrigatoriedade de etiquetagem de pneus no Brasil, realizada pela Inmetro através do Programa Brasileiro de Etiquetagem, o PBE. A classificação dos pneus atende a portaria 544/12 do instituto, que é referente à resistência ao rolamento, ruído e aderência em piso molhado.

Os pneus radiais para automóveis de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus terão a etiqueta fixada na banda de rodagem. Classificação de “A” a “F” de acordo com sua eficiência em consumo de combustível, de “A” a “E” para o nível de aderência à pista molhada e em decibéis, referente ao ruído externo, estarão descritos na etiqueta do Inmetro.

Eficiência energética, segurança e meio ambiente

Assim, no eficiência energética, quanto menor a resistência ao rolamento, maior a economia de combustível e menor a emissão de CO2, resultante disso. Assim, quanto mais verde, melhor.

Em segurança, o melhor nível de aderência começa com a nota “A”, que apresenta o maior contato do pneu com o piso molhado em relação ao “E”, onde é o menor contato possível, mas dentro das especificações de segurança exigidas por lei.

Por fim, o nível de ruído externo estará expresso na etiqueta. Para que o consumidor identifique se o pneu é mais ou menos ruidoso, além do nível em decibéis, há um pequeno gráfico de ruído com nível até três. Um é o menor ruído, dois o mediano e três o elevado.

Neste caso, para o consumidor ter uma noção dos limites, os automóveis de passeio só podem ter pneus com até 75 dB de ruído externo. Já os comerciais leves têm limite de 77 dB. Caminhões e ônibus são limitados a 78 dB. Dessa forma, quanto menos ruído, menor será a poluição sonora e o impacto no meio ambiente.

Mercado

O Inmetro deu um prazo de 18 meses para que as lojas vendam seus estoques de pneus sem etiqueta, ficando aqueles produzidos a partir de 29 de outubro obrigatoriamente já com as identificações do PBE.

Todos os demais tipos de pneus, tais como para off-road, uso misto, comerciais para reboque, diagonais, antigos de coleção, ciclomotores, motonetas, temporários (estepe fino, por exemplo), militares, industriais, construção civil, agrícolas, competições, empilhadeiras, entre outros, não precisarão da etiqueta do Inmetro, pois não tiveram seus desempenhos testados pelo instituto. Pneus reformados também estão fora do PBE.

Fonte: Abradif

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