Lavar o carro e fazer o polimento periodicamente evitam os estragos causados pelo sal e outros resíduos

A praia é o lugar preferido de muita gente no verão. Mas, assim como a nossa pele sofre quando não usamos a proteção solar adequada, o carro tem entre seus principais inimigos naturais a maresia. Formada por minúsculas gotas de água salgada que ficam em suspensão no ar, essa brisa, que é rica em cloreto de sódio e cloreto de magnésio, quando penetra nas frestas do veículo, evapora-se a água e os sais permanecem provocando a oxidação dos materiais feitos de metal. Além disso, a areia da praia também contribui com os estragos.

De acordo com o gerente de pós-venda da Contauto, Jovani Lazzarini, as peças mais prejudicadas são as do conjunto de escapamento. Em carros mais antigos, as rodas de ferro podem enferrujar e não segurar mais o ar dos pneus. O desgaste ocorre com o passar do tempo quando não é feita a correta limpeza, o que inclui lavar com regularidade – em tempos de crise hídrica com apenas um balde de água é possível deixar o carro limpo –  e fazer o polimento e a cristalização da pintura, que protegem o carro por um período determinado.

A recomendação é que a limpeza ocorra após a chegada da praia, preferencialmente no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte, de forma completa, incluindo a parte inferior. “Dessa forma, evita-se o acúmulo do sal e outros resíduos na lataria”, indica Jovani. Já para quem mora no litoral, o cuidado deve ser redobrado. A indicação é lavar o carro toda semana.

Hoje, muitos veículos já saem de fábrica com uma proteção antiferrugem. Os carros da Ford têm cinco anos de garantia contra corrosão e nas concessionárias da marca também já é possível fazer a proteção da pintura, que deve ser reaplicada a cada seis meses.

Estofamento

Outro ponto que precisa de cuidado é o estofamento do carro. Os modelo de couros são considerados os mais fáceis de limpar e não mancham com a água salgada. A dica é fazer a hidratação do revestimento periodicamente, conforme orientação do fabricante.

Já para os bancos de tecidos, a impermeabilização é uma das soluções. Os bancos, muitas vezes, ficam impregnados com produtos químicos, restos de alimentos, provocando mau cheiro e proliferação de fungos e bactérias. “Com o procedimento, eles ficam parcialmente resistentes à penetração dos líquidos, inclusive da água do mar, evitando o desgaste do tecido”, explica o gerente da Contauto.

 

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